Arquitetos do Futuro

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Este livro é tão impressionante que antes de tudo eu queria indica-lo para todos os apaixonados pela ficção científica.
São oito contos que, segundo o editor, tem a intenção de representar o que de melhor existe no gênero. Ao meu ver, ele foi extremamente bem sucedido. Quero fazer um comentário breve sobre alguns dos contos, mas já adianto que cada um deles é significativo na carreira desses oito mestres e que alguns são bastante difíceis de se encontrar.

• O Demonstrador Quadridimensional – Murray Leinster: não conhecia o autor e fiquei impressionada com a breve sinopse (onde é dito que ele é o criador do fundo projetado, ou “fundo azul”) e o quanto é engraçado o conto. É sobre um herdeiro que recebe uma máquina capaz de buscar uma cópia de qualquer ser ou objeto no passado. Envolve um número variável de dançarinas, moedas de 25 cents e cangurus amigáveis.

• Arma Demasiado Terrível Para Ser Usada: o primeiro conto do Asimov, escrito quanto tinha 17 anos. Já era brilhante. É possível ver um prenúncio do Mulo aqui. Trata das escolhas que os frágeis venusianos se vêem forçados a fazer para se livrar dos terríveis terráqueos.

Ab-Reação (Theodore Sturgeon) e O Náufrago (Clarke): são ambos contos onde o enfoque está em formas de existência ou mentalidades extremamente distantes do padrão humano habitual. Ab-Reação em especial criou uma tempestade no meu cérebro. “Percebi, então, que podia me lembrar de pensamentos, mas não de acontecimentos. Também me recordava de acontecimentos, mas não em ordem. Sem continuidade. Um ano atrás — um segundo atrás — tudo era o mesmo. ” (Cabum!)

O Flautista – Bradbury: parece uma mistura de O Flautista de Hamelin, com elementos de terror à lá Lovecraft e com questões sociais tal qual As Crônicas Marcianas. Kerac, o flautista do título, é um último e derrotado marciano que retorna do exílio para descobrir seu planeta transformado pelos grosseiros jupiterianos, adeptos do fast food e de músicas populares dissonantes e grudentas. É ficar no óbvio, mas tenho que dizer: a forma como o Bradbury escreve é linda.

• Colombo Era Um Otário – Heinlein: um conto que só faz sentido no papel (depende do que o narrador não revela de cara). Mas, afinal, porque esse trabalho todo para descobrir coisas novas? Não é monstruoso colocar uma criança a bordo de uma nave sabendo que no seu tempo de vida nunca chegará ao destino? “Se o Senhor quisesse que nós fôssemos às estrelas, ter-nos-ia equipado com a propulsão a jato.”

• A Hora da Batalha – Robert Sheckley: outro autor que eu não conhecia. Imagine que a raça humana entrasse em contato com outra raça, uma raça de poderosos conquistadores com habilidades telepáticas…como nos defenderiamos? Este conto trabalha, com um humor discreto e Sinistro, uma das possibilidades.

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